Por Coordecom
Quarta-Feira - 10 de Fevereiro de 2021
A Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres do Município de Patos, realizou na manhã desta quarta-feira, 10, uma pesquisa de campo sobre assédio, importunação sexual e liberdade feminina no carnaval, com o objetivo de coletar dados para identificar a realidade desses assuntos e nortear as ações futuras na Capital do Sertão.
Segundo a titular da pasta, Clarice Mesquita, essa pesquisa de campo é alusiva ao período carnavalesco, e contou com a participação de membros da Secretaria e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher, que abordaram mulheres que transitavam nas principais avenidas do centro de Patos.
"Essa ação de carnaval realizada nesta quarta-feira, em conjunto com o CRAM, consistiu em uma pesquisa de campo sobre assédio, importunação sexual e liberdade feminina no carnaval, tem o objetivo de coletar dados próprios e nos dá a melhor noção dessa realidade em nosso município, para nortear as nossas próximas ações". disse Clarice.
A secretária ressaltou ainda que a pesquisa já apresenta resultados positivos, e que mesmo em meio a pandemia a secretaria está sempre na busca de explorar meios de propagar cada vez mais informações como as abordadas na ação de hoje.
"Apesar de ainda estar em andamento, a ação já apresenta resultados positivos, especialmente no sentido de conscientização das mulheres, pois muitas demonstraram ao responder as perguntas, que sequer sabiam se haviam sido vítimas de assédio, e dentro desse contexto de pandemia estamos com as possibilidades de ações limitadas, portanto estamos investindo em informações com esses temas, que perpetuarão nos próximos carnavais e na divulgação dos nossos serviços", finalizou.
A coordenadora do CRAM, Francisca Lavor, que também esteve acompanhando a realização da pesquisa, informou que o Centro de Referência está à disposição para acolher as todas as mulheres que precisam de atendimento vítimas de todos os tipos de violência, como é o caso do assédio, crime de maior incidência nas festas carnavalescas.
"Contamos com uma equipe de profissionais preparados para atender essas mulheres. Temos; psicólogas, assistente social, enfermeiras, pedagogas e advogadas prontas para acolhê-las com o maior sigilo", disse a coordenadora.