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A herança recebida pelo prefeito interino Lenildo Morais, os recursos reduzidos do MS e o atraso em seis meses do repasse da contrapartida do Estado vêm prejudicando o atendimento à população através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu.

 

Para se ter uma ideia da gravidade do problema e das dificuldades encontradas pela gestão atual, basta analisar as informações a seguir, repassadas pelo coordenador geral do Samu, Maezio Lucena Batista.

 

Ele  informou que os recursos repassados pelo Ministério da Saúde não chegam a cobrir 50% da folha de pessoal. O Estado não vem repassando a contrapartida de 25% das despesas do serviço há seis meses e a Prefeitura de Patos tem que arcar com mais de 50% dos recursos para manter o serviço móvel de saúde em funcionamento.

 

Para fechar o quadro de problemas, a gestão interina recebeu a administração com um inchaço na folha de pagamento da Saúde que não deixava ‘sobras’ de recursos para investimentos com os serviços básicos prestados pelo município, a exemplo do Samu.

 

O Samu possui aproximadamente 120 profissionais que trabalham com a assistência direta aos pacientes e com pagamento desses servidores são investidos quase R$ 500 mil. O repasse do Ministério da Saúde chega a pouco mais de R$ 200 mil. Além de cobrir o restante da folha dos profissionais e ainda do setor de apoio, também estão a cargo dos recusos da Prefeitura as despesas com a manutenção da estrutura física do Samu e os insumos básicos como medicamentos e combustível, conforme Maézio.

 

Veículos em manutenção

 

Em relação às mais recentes reclamações feitas pela população em relação aos veículos que estão fora de circulação por problemas mecânicos, Maezio explicou que dos cinco veículos destinados a Patos, três estão em oficinas para manutenção. Essas viaturas já deveriam ter sido substituídas por novas, porém o Ministério da Saúde informou que não há previsão de novos veículos para Patos este ano.

 

“O próprio Ministério da Saúde baixou norma técnica determinando que os veículos do Samu não podem passar de três anos de uso e ao fim desse prazo devem ser substituídos, no entanto, metade da frota de Patos e região é de 2010 e já tem seis anos de uso, e a outra metade é de 2013, ou seja, já está no limite do uso”, informou.

 

Ele disse que dois dos veículos de suporte básico que estão na oficina mecânica estão com previsão de voltar a circular para atender à população até o  fim da tarde desta sexta-feira (21). Maézio informou, ainda que as duas UTIs Móveis estão funcionando normalmente.

 

Atendimento

 

O coordenador do Samu informou que os casos de menor gravidade estão sendo orientados pelos médicos reguladores através do telefone e estão sendo encaminhados para atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

 

Maezio acrescentou que são feitos  em média, somente na cidade de Patos, cerca de 60 atendimentos diários. Isso quer dizer que são cerca de 9 mil atendimentos mensais. Cada atendimento custa em média R$ 50 reais, incluindo nesses recursos os gastos somente com  insumos, medicamentos e combustível.

 

 

 Luciana Rodrigues

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