Imprimir Por Coordecom Quarta-Feira - 25 de Agosto de 2010
A Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Patos está realizando um trabalho para avaliar o risco da infecção da tuberculose em instituições fechadas. Para isso aconteceu na manhã desta quarta-feira (25), no Patos Water Play, uma orientação para enfermeiros e técnicos do município e do estado, ministrada pelas enfermeiras sanitaristas do núcleo de doenças endêmicas da SES (secretaria estadual de saúde), Marília R.L. Nicolau, Mauricéia Holmes e a assistente social Enoi Seixas.
A avaliação do risco de infecção da tuberculose em instituições fechadas está sendo feita através de amostragem. Além disso, são disponibilizados o teste da prova tuberculínica ou PPD e o de baciloscopia (exame do escarro), que irá demonstrar se a pessoa teve ou não contato com alguém que tem tuberculose.
“Em caso do teste positivo, não significa que a pessoa está doente de tuberculose, ela pode apenas ter tido contato recente com alguém que tem a doença. Claro que havendo a sintomatologia, essa pessoa se submeterá a uma avaliação que mostrará se o bacilo já está em fase de adoecimento, ou seja, a princípio estamos detectando a tuberculose infecção e não a tuberculose doença”, esclareceu Marília R. L. Nicolau, enfermeira sanitarista do núcleo de doenças endêmicas da SES (secretaria estadual de saúde).
Marília ainda disse que em caso de pessoas que realmente estejam doente de tuberculose, todas serão encaminhadas para as equipes de Saúde da Família, para que se possa realizar o tratamento totalmente gratuito e assegurado pelo Ministério da Saúde, e assim eliminar as formas pulmonares de contágio da população.
Para Mauricéia Holmes, também enfermeira sanitarista do estado, “Trata-se de um trabalho preventivo onde pessoas estão sendo diagnosticadas precocemente e consequentemente sendo tratadas, impedindo assim o contágio de outras sadias. Esse controle é feito anualmente, e como estamos trabalhando em instituições fechadas, escolhemos os presídios por se tratar de um lugar insalubre, sem incidência de luz solar e grande quantidade de pessoas. Todas essas características fazem com que a disseminação da doença seja muito rápida”, concluiu.
O projeto é nacional e tem como meta atingir os presídios de todo o país.
(HB)
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