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Bem mais que animação, o São João de Patos é uma fonte de renda. Em uma volta pelo Mercado Central não é difícil de se ver comerciantes comemorando o aumento das vendas e a procura de artigos regionais por parte dos turistas. Tudo é novidade, desde os artigos de couro como sandálias e chapéus até as comidas tradicionais do sertão.
Para atrair ainda mais os visitantes, o investimento na decoração é certeza de retorno garantido. O clima junino já está presente nas bandeirolas, balões e manequins vestidos a caráter. O Mercado funciona como uma vitrine cultural. Os principais itens que representam o Nordeste estão lá, prontos para serem levados para casa como recordação da visita a Capital do Sertão.
O inesperado vira atração. Sentar-se à mesa para comer arroz de graxa, arrubacão, carne de bode, carne de sol e galinha caipira são diferenciais que fazem da visita ao interior do Estado uma experiência marcante.
A movimentação mexe com a rotina do mercado e leva os comerciantes a gerar novos empregos. “Sempre no São João eu contrato mais gente para trabalhar comigo. Quando começa a chegar os turistas e a procura aumenta a gente não dá vencimento para atender todo mundo, aí chama mais funcionários para trabalhar”, explicou Maria do Socorro Araújo, proprietária do restaurante Sabor da Carne de Sol, no mercado público.
E porque não conhecer outros sabores do Sertão? Quem vende queijo de coalho, manteiga, rapadura e doces caseiros também percebe o crescimento das vendas. “O povo que vem de fora gosta muito de comprar essas coisas da região e isso melhora muito pra quem trabalha aqui no mercado”, conta Eguiberto Wanderley, proprietário do Box Wanderley.
As atrações do São João de Patos vão além das noites no Terreiro do Forró. Um passeio pela cidade no período junino rende aos turistas boas surpresas, tanto pelo calor humano e receptividade do patoenses, quanto pela convivência com o a Cultura Nordestina. (ML e HB)
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