Imprimir Por Coordecom Quinta-Feira - 30 de Junho de 2016
Em reunião na manhã desta quarta-feira, dia 29 de junho, as equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social que trabalharam no combate à exploração sexual e ao trabalho infantil junto aos festejos juninos de Patos se reuniram no CRAS Capitão Manoel Gomes, no Belo Horizonte, para avaliar os resultados das ações que foram desenvolvidas durante o período festivo na cidade.
No decorrer da programação oficial do São João de Patos 2016, equipes de assistência social do CREAS, dos CRAS, dos Conselhos Tutelares do município e PETI estiveram de plantão realizando abordagens sociais para orientar os comerciantes e a população a não praticarem a exploração do trabalho infantil, ao passo que fiscalizavam e combatiam possíveis casos de exploração sexual de crianças e adolescentes.
Neste ano, as equipes adotaram um recurso que visa efetivar as ações e dar mais seriedade ao trabalho de prevenção. São as notificações dos responsáveis que estariam expondo a criança ao trabalho noturno e insalubre. Os casos em que foram identificadas irregularidades são encaminhados ao Ministério Público do Trabalho, e os responsáveis possivelmente serão chamados ao órgão. Os comerciantes que forem flagrados novamente no próximo ano poderão perder o direito de comercializar no evento.
“O trabalho mais uma vez foi realizado este ano, porém com uma maior adesão dos profissionais da rede Socioassistencial do município. Foi um trabalho produtivo e identificamos a redução de crianças e adolescentes catando recicláveis no evento. Totalizamos 44 abordagens sociais e a maioria dos casos refere-se ao contato de menores na venda de bebidas alcoólicas e vamos analisar esses casos pois trata-se de um crime. O segundo maior público foi por casos de menores comercializando lanches”, é o que afirmou a técnica de referência do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil de Patos, Janaína Bezerra.
Janaína avaliou os resultados das abordagens como positivos e ressaltou a importância da possibilidade de notificação que foi adotada este ano. “Concluímos que o trabalho foi desenvolvido em conjunto e foi muito produtivo. Alcançamos um resultado satisfatório, com ressalva para a adoção das notificações que foi mais um instrumento para somar junto aos trabalhos. Nós iremos solicitar aos Procuradores do Trabalho que autuem os responsáveis pelos casos identificados para que eles percam a concessão da barraca ou o direito de comercializar no evento, no próximo ano”, concluiu.
A Psicóloga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Claudenuza Teixeira, comento a ação das equipes e apontou algumas mudanças em relação ao último ano. Ela disse que o trabalho poderá ter continuidade durante as festividades de setembro em Patos.
“Este ano achamos o trabalho positivo mais uma vez. Eu trabalhei no último ano e posso dizer que algumas coisas mudaram, a exemplo da redução do número de menores catando latinhas no evento, com apenas quatro notificações. Este é um trabalho de resultados gradativos, longo, e que requer paciência, mas tivemos um resultado positivo. Vamos dar continuidade aos trabalhos e com a possibilidade de trabalharmos também nas festividades do mês de setembro, que foi sugerido pelas equipes. Se continuarmos assim, teremos resultados cada vez mais positivos”, falou a psicóloga.
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