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Multidão faz bonito e comparece à marcha Antimanicomial

Por Coordecom Quinta-Feira - 19 de Maio de 2011


Uma multidão tomou conta das principais avenidas do centro de Patos, na tarde desta quarta-feira, 18, numa marcha que simbolizava a mobilização nacional da Luta Antimanicomial.  A caminhada contou com a presença do prefeito Nabor Wanderley, do secretariado municipal, equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, lideranças comunitárias e acadêmicos das Faculdades Integradas de Patos.


O secretário municipal de saúde, Eisenhower Segundo, lembrou que essa marcha existe desde 1987 e que ela simboliza a continuidade de uma caminhada que vem sendo traçada a favor da mudança no sistema de saúde mental. “Há seis anos aqui na cidade de Patos, o governo municipal vem implantando os Centros de Apoio Psicossocial – CAPS, justamente indo de apoio à esta luta antimanicomial, que é uma luta que vem desde as reformas sanitária e psiquiátrica, reformas que pretendem acabar com os internamentos e isolamentos dos pacientes de saúde mental”, explica.

 

A marcha tem como lema oficial “Ser diferente é normal”, o que demonstra a preocupação existente em relação à inclusão social das pessoas que sofrem com transtornos mentais. Segundo a coordenadora municipal de Saúde Mental, Sandra de Lourdes, o que também se comemora com essa marcha é o alcance da sensibilização dos cidadãos, que a cada dia se mostra mais participante da causa pela inclusão social. “Houve uma maior conscientização até mesmo por parte dos familiares dos pacientes. Os CAPS vieram para tornar realidade esse primeiro passo a favor da inclusão. O serviço aberto dá a oportunidade do tratamento, acompanhamento e ressocialização acontecerem simultaneamente”, relata.

 

Para a usuária do CAPS II, Rosângela do Nascimento, a quantidade de pessoas ali presentes é o grande sinal de que a sociedade, de alguma forma, já enxerga os pacientes dos CAPS com outros olhos, a multidão simboliza a aceitação e a responsabilidade assumida com a causa. “O público já fala por si só. Quem não compreende e ainda vê com maus olhos quem precisa da assistência dos CAPS, deveria procurar o serviço para conhecer melhor como funciona e entender o trabalho que lá é feito”, afirma.

 

Quem também esteve presente na caminhada foi o curso de Psicologia das FIP, que se fantasiou para o evento e também fizeram exposição de produções artísticas e científicas feitas para a marcha.

 

Ao chegar na Praça Getúlio Vargas, o público que acompanhou a caminhada pode assistir a apresentação dos usuários do CAPS Infantil, uma dança embalada pela música infantil “Eu ou diferente de Você”.

 

(KL)

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