Imprimir Conhecida por realizar um dos quatro melhores festejos juninos do país, a cidade de Patos se revela nesse período do ano por preservar as tradições nordestinas valorizando o carnaval de rua em suas originalidades.
É por isso que o Terreiro do Forró se transforma em Terreiro da Folia, com a mesma animação e a mesma alegria que contagia o folião patoense, ao longo de tantos carnavais.
No início do século XX o carnaval de Patos, era apenas uma brincadeira em que participavam apenas foliões locais, que se divertiam jogando nas pessoas distraídas, uma espécie de bola de cera com água perfumada, conhecida como “laranjinhas”. Com o crescimento da cidade, a simplicidade deu lugar aos biles nos clubes e ao famoso “Corso da Rua Grande”, cujas máscaras e fantasias eram inspiradas nos modelos de festas dos países europeus, transformando as pacatas ruas de Patos em um verdadeiro teatro ambulante, animadas ao som das inesquecíveis marchinhas carnavalescas.
No decorrer dos anos, foram surgindo os inesquecíveis blocos “Prova de Forró”, “Vai por Fora”, “Sacarrolha”, “Bloco Popular” e tantos outros. Um dos marcos da festividade aconteceu em 1950, quando o público aplaudiu uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade. “Sob o batuque de reco-recos, tamborins e cuícas, os estudantes que compunham a agremiação homenageavam o saudoso sambista Noel Rosa”, narra o historiador Damião Lucena.
A medida que a comemoração de momo crescia em todo o país, o carnaval da “Morada do Sol” acompanhou essa evolução. Aderindo às comemorações de carnavais fora de época, surgiu o “Patos Fest”.
Com o tema “Só Alegria!”, o carnaval de Patos há alguns anos vem assumindo outra identidade. Além das brincadeiras que acontecem no meio da rua, ao som de bandas que misturam ritmos adaptados ao clima carnavalesco, como o forró elétrico. Em 2010, Blocos tradicionais como as Virgens, JatôBeleza, Sapateiros e Liga dos Blocos animam foliões em toda Capitão do Sertão.
Segundo o prefeito Nabor Wanderley, o carnaval de Patos é tradição de décadas, a qual não pode desaparecer por se tratar de uma manifestação enraizada na cultura popular. (NR)
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