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Secretário Executivo de Turismo e Cultura, Wandecy Medeiros

Por Coordecom Terça-Feira - 16 de Fevereiro de 2010


Ocupando o cargo administrativo na Prefeitura Municipal de Patos de Secretário Executivo de Turismo e Cultura, o Jornalista e escritor patoense, Wandecy Medeiros, conta um pouco do que se pode esperar do poder público nessa área.

Como você vê a atual produção artística e cultural da cidade?

Vivemos um momento importante porque pela primeira vez nós temos uma secretaria de turismo e cultura. Só o fato de a administração ter pensado em criar uma secretaria para atender essa demanda já demonstrou que a cultura está sendo olhada. Tivemos em um primeiro momento uma série de exposições no Centro de Cultura Amaury de Carvalho, que está prestes a passar por uma reforma, da qual dependemos para darmos sequência às atividades. A primeira exposição já está certa e será do artista plástico patoense, Murilo Santos.

Do ponto de vista econômico os artistas já tiveram algum retorno por conta dessas ações?

A percepção que temos é que já há uma resposta da população com relação à produção cultural local. Os artistas que estão expondo lá estão comercializando seus trabalhos. A interação do público com as produções dos artistas é fascinante.

Quais são os planos de ação desenvolvidos pela Secretaria de Turismo e Cultura?

Em suma é fomentar o desenvolvimento e a produção artística e cultural de Patos. A grande expectativa dos patoenses, assim como a minha também. O teatro é a grande esperança dos artistas locais. O projeto já foi apresentado e estamos na fase de buscar os recursos para a construção. Outro projeto que estamos tentando desenvolver é o fluxo turístico para o Parque Cruz da Menina, que nesse momento está precisando de uma atenção maior. O grande impasse para a solução desse problema é ele girar em torno do fato de a Prefeitura Municipal de Patos não ser a responsável pela administração do local.

Como você avalia o desenvolvimento econômico para os artistas locais a partir do fomento da produção cultural?

Podemos ter agora um desenvolvimento melhor a partir da criação da secretaria. Historicamente a cultura de patos funcionou mais por ousadia, por força de vontade de seus produtores, pela iniciativa privada que vez por outra apóia, do que propriamente por um incentivo público-administrativo. Essse é o momento ideal para um melhor desenvolvimento da economia nesse setor, a longo prazo.

O que você pensa a respeito da cultura patoense e o que você espera enquanto ativista cultural e secretário da executiva de turismo e cultura?

Respeitar todas as manifestações é primordial para o exercício desse trabalho. A minha percepção é a de que é preciso investir em projetos que dinamizem a cultura e preservem alguns traços que são peculiares. O problema não é dos artistas. É político. Historicamente não vimos em governos anteriores a preocupação com essa área. Patos tem mais de cem mil habitantes e não temos, ainda um teatro. A atual administração está de parabéns por ter tido esse olhar. Há uma carência, mas agora estamos focados na cultura local.
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