, esse é o lema da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Patos (SAMU) que tem como coordenador geral o Médico Clínico Geral, Dr. Pedro Augusto.">
Imprimir Por Coordecom Quarta-Feira - 16 de Setembro de 2009
Natural de Bonito de Santa Fé - PB, Pedro Augusto Dias Timóteo veio para Patos, a morada do sol, ainda criança, com apenas três anos de idade, acompanhando a família. O garoto cresceu, cursou bacharelado em Medicina na Universidade Federal da Paraíba - UFPB e hoje atua com maestria à frente de um dos principais serviços de saúde do município.
Dr. Pedro Augusto fala, em entrevista, sobre a importância do SAMU para Patos e faz um balanço dos três anos de instalação e funcionamento na cidade e de seu primeiro ano como coordenador.
Como é coordenar um dos principais atendimentos de saúde disponibilizados pelo município?
É gratificante. A equipe do SAMU tem feito um bom trabalho e um trabalho qualificado na nossa cidade. A gente tem a intenção de sempre ter a qualificação do profissional como primordial, já que trabalhamos com vidas e realmente não podemos parar no tempo essa é a nossa obrigação. Quando vemos que conseguimos salvar alguém, quando vemos que fomos necessários para o atendimento é muito gratificante.
Que tipo de relação se estabelece entre profissionais de saúde e pacientes e familiares após o atendimento?
Na maioria das vezes quando obtemos êxitos, percebemos a satisfação tanto dos familiares quanto do paciente. Mas quando chegamos ao local e a pessoa a ser atendida já veio a óbito, nossa atenção se volta completamente para os familiares na tentativa de acalmá-los. Nós nos compadecemos e ficamos tristes por não ter podido ajudar naquela situação. Essa é uma realidade tanto nossa, quanto de qualquer ouro profissional que trabalhe na área de saúde. O profissional em alguns momentos fica angustiado porque em alguns casos como nos de acidentes mais graves, quando a vítima fica presa nas ferragens, por exemplo, não conseguimos executar o trabalho. Na vontade de ajudar, muitos profissionais colocam a própria vida em risco, porque nossa obrigação, motivada pela paixão pelo serviço, é muito maior de qualquer perigo. A satisfação em participar da vida das pessoas é indescritível.
Qual o balanço que o senhor faz, profissional e pessoal, desse seu primeiro ano enquanto coordenador do SAMU?
Não tenho vaidades em ser coordenador do SAMU, isso não alterará em nada na minha vida pessoal, mas profissionalmente isso é muito importante. Graças a Deus estou aqui há um ano e estou muito satisfeito, pois a relação com os colegas de trabalho é de muito respeito. Independente de ser ou não coordenador, poder ser um profissional do SAMU é o meu desejo.
Como é exercer medicina em Patos?
Consegui me estabelecer aqui como profissional, estou há sete anos exercendo a profissão e confesso que não tenho pretensão de sair da cidade, quero ficar aqui até os finais dos tempos.
Como funciona a coordenação do SAMU?
Fazemos avaliações dos trabalhos desenvolvidos juntamente com os setores ramificados da coordenação como coordenação administrativa, coordenação Médica, coordenação de enfermagem e coordenação do núcleo de educação permanente. Com a ajuda desses setores conseguimos organizar o serviço. Trabalhamos também diretamente com a qualificação e bem estar dos funcionários que são muito importantes para o funcionamento do serviço.
A relação entre os profissionais do SAMU vai além do companheirismo no horário de expediente?
Sim, somos todos muito amigos. Nos conhecemos muito bem e graças a Deus a amizade é muito grande, praticamos esportes juntos, vamos às festas juntos e é muito bom trabalhar com amigos, pois isso reflete muito bem no andamento do trabalho. Alguns dizem: "Ave Maria, a melhor coisa do mundo é trabalhar no SAMU, além da amizade a acomodação aqui na instituição é boa". O que temos de bom aqui é a paz e a amizade.
Sobre a primeira Jornada de Urgência e Emergência, qual a expectativa dos amigos do SAMU?
Contamos com todos os amigos na organização e na divulgação. A maioria dos colegas será palestrante. Todos se propuseram a executar o trabalho, quando poderiam se negar a participar. A jornada tornou-se algo maior do que esperávamos, pois com quatro dias de inscrições abertas preenchemos as duzentas e cinqüenta vagas, portanto a expectativa é a melhor possível.
E o governo?
Só tenho a agradecer a administração pública e aos secretários que depositaram confiança em mim e no meu trabalho. Nós dispomos de quatro ambulâncias, sendo três de suporte básico e uma de suporte avançado para atendimento de casos mais graves.
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