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A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através do projeto Univer-Cidade, realizou nesta quarta-feira, dia 15 de junho, no Auditório do Sebrae, em Patos, um seminário com o tema “Determinação social das arboviroses provocadas pelo Aedes Aegypit e suas consequências”, como parte do projeto UNIVER-CIDADE.

 

A iniciativa surgiu por meio de uma parceria com o Governo do Estado, através da 6ª Regional de Saúde, com sede em Patos; Fiocruz; IFPB; UFPB e UFCG.

 

A programação se articulou em três eixos: formação (conferência e mesas redondas), troca de experiências (relatos do que está sendo feito e resultados) e planejamento (o que se vai fazer a partir do seminário em termos de ação conjunta).

 

A coordenadora da Vigilância Ambiental de Patos, Gorete Batista, participou da atividade e destacou a importância para as iniciativas de combate ao Aedes Aegypit que já ocorrem na cidade.

 

“É de suma importância nossa participação, até para que possamos levar até a população as novas experiências que estão sendo desenvolvidas nesse combate. Isso está sendo de grande relevância para termos condições mais eficazes de lutar contra este mal”, explicou.

 

André Monteiro, pesquisador da Fiocruz, que durante as palestras fez uma leitura crítica da realidade no tocante ao atual momento que vivemos diante das arboviroses, destacou que o diferencial foi a elaboração de estratégias para efetivamente enfrentar o problema, que passa principalmente por uma tomada de atitude e consciência dos poderes públicos em não culpar apenas a população, mas tomar medidas que possam melhorar também as condições precárias de algumas comunidades.

 

Durante todas as atividades do SEMINÁRIO UNIVER-CIDADE, que ocorreram durante todo o dia, o principal foco das discussões foi analisar as condições de desigualdade social estrutural que afetam a maioria da população nordestina, região mais afetada pela tríplice epidemia (dengue, Zika e Chikungunya), com ofertas diferentes de bens e serviços essenciais, como o corre com o saneamento básico.

 

A discussão, embora não descuide do caráter técnico (biológico-natural), colocou em evidência a natureza socioeconômica, político e cultural da epidemia.

 

(HB)

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