Imprimir O acesso à merenda escolar de boa qualidade é um direito constitucional, e, para garanti-lo, o município complementa os recursos que recebe do Ministério da Educação. Em 2010, os recursos destinados à merenda escolar pela Prefeitura de Patos somam R$ 1 mi.
Cada escola tem suas necessidades específicas. Por isso, a prefeitura divide com as unidades de ensino a tarefa de gerenciar as verbas. Além de receberem produtos licitados, como leite em pó, óleo de soja, açúcar, arroz e feijão, as escolas dispõem de uma quantia destinada à aquisição de outros gêneros, a exemplo de legumes, ovos, verduras, frutas e cereais.
Fornecer aos alunos da rede pública uma alimentação adequada é uma das prioridades da cidade de Patos. A merenda, quando bem equilibrada, consegue suprir as carências alimentares das crianças, principalmente daquelas de baixo poder aquisitivo, contribuindo para a melhoria na aprendizagem e a diminuição no número de alunos que repetem o ano ou abandonam as aulas.
Na manhã desta quarta-feira (10), o secretário de Educação de Patos, José Francisco de Sousa (Zeca), participou ao lado do secretário da Administração municipal, José Corsino Neto, da cerimônia de análise e amostra dos produtos apresentados pelas empresas para o pregão de alimentos não perecíveis que vão compor a alimentação escolar.
Nutricionista
A Secretaria da Educação de Patos tem uma nutricionista responsável pela assessoria técnica às escolas e creches, ficando responsável com uma equipe permanente de supervisão. Cada escola é visitada duas vezes no mês. Nessas ocasiões, a profissional planeja o cardápio e observa se os procedimentos alimentares estão sendo seguidos corretamente. Ela verifica o peso e a validade dos produtos estocados; as condições de armazenamento; a escolha e a higienização dos legumes, das frutas e das verduras; e acompanha o preparo da refeição.
Cardápio balanceado
Graças ao trabalho da equipe, as escolas apresentam um cardápio balanceado, que supera a média de necessidades nutricionais recomendadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Uma regra válida para todas as unidades de ensino é que não podem ser servidos frituras, embutidos, refrigerantes, gorduras ou balas. Há cardápios específicos para as crianças que apresentam restrições alimentares (diabetes, intolerância à lactose e ao glúten).
As profissionais também realizam palestras e oficinas voltadas à comunidade escolar, abordando assuntos, como aproveitamento total dos alimentos e obesidade. Usam, inclusive, o teatro para ensinarem às crianças as vantagens de uma alimentação saudável.
Aprovação dos alunos
Todas as escolas municipais de ensino fundamental (EMEFs) e os centros de ensino infantil (CMEIs) possuem um cardápio diferenciado: o prato que agrada os alunos numa escola pode não ser bem aceito em outra. Nas unidades, as pessoas que lidam com a alimentação conhecem as preferências dos alunos. Por isso, discutem com as nutricionistas as preparações que podem ser servidas.
Além disso, a equipe de nutrição aplica testes de aceitabilidade em algumas EMEFs. São realizados da seguinte forma: as crianças recebem uma ficha em que existem as opções "detestei", "não gostei", "indiferente", "gostei" e "adorei". Ao final da refeição, emitem a opinião a respeito do prato. O alimento só é mantido no cardápio se ele for aprovado por mais de 85% dos alunos consultados.
Para garantir a segurança alimentar dos alunos, torna-se necessária a preparação dos alimentos em cada horário. Como forma de evitar o desperdício, as merendeiras contam as crianças presentes.
Qualificação das merendeiras
Nos meses de janeiro e julho, as merendeiras freqüentam um curso no qual aprendem regras de boas práticas alimentares e recebem dicas para controlar o estoque de produtos. A cada dois anos, participam do Cozinha Brasil, curso realizado em parceira com o Serviço Social da Indústria (Sesi), cujo objetivo é divulgar técnicas para o preparo de pratos de baixo custo, mas de alto valor nutritivo.
Conselho de Alimentação Escolar
O trabalho da equipe de nutrição no município de Patos é feito em parceria com o Conselho de Alimentação Escolar (CAE), entidade responsável por fiscalizar a aplicação do dinheiro repassado às escolas para a compra de gêneros alimentícios. Duas vezes por semana, os conselheiros vão às escolas e são acompanhados pelas nutricionistas. (AAS)
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