Imprimir Por Coordecom Quarta-Feira - 2 de Abril de 2014
O Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPSi) em parceria com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Patos (APAE), Escola Especial Irmã Benígna, Secretarias de Educação e Saúde de Patos, Secretaria de Cultura e outras entidades participaram nesta quarta-feira, 02 de abril, de uma caminhada em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A mobilização teve início na praça Edivaldo Motta e seguiu até a praça Getúlio Vargas, no Centro da cidade.
Cartazes e faixas foram exibidos durante a caminhada como forma de sensibilizar a sociedade para os cuidados que devem ser oferecidos aos portadores do autismo, doença que afeta principalmente o desenvolvimento social do portador.
Em Patos, o CAPSi vem há mais de seis anos cuidando de portadores de transtornos mentais graves e persistentes, entre eles os autistas. O trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar formada por pediatra, psiquiatra, psicólogos, enfermeiros, técnica em enfermagem, fisioterapeuta, entre outros, como assinala a coordenadora Josilene Araújo.
“Temos tido um apoio muito grande da nossa gestora, Francisca Motta e da secretária de saúde, Ilana Motta, nos trabalhos de acompanhamento dos nossos usuários, e isso tem se intensificado, de modo que atendemos atualmente a uma demanda espontânea”, afirma.
Dona Iolanda Rodrigues Araújo, mãe de uma criança autista acompanhada pelo CAPSi, ressaltou que quando procurou o apoio do serviço passou a entender melhor o problema do seu filho, que inclusive teve uma grande melhora depois do acompanhamento da equipe multidisciplinar.
A secretária Adjunta de Saúde, Sheila Pereira, destacou o trabalho do CAPSi e da APAE, que se esforçam para dar uma assistência adequada às famílias de portadores do autismo, e destacou os avanços, já que tem percebido a evolução de alguns casos na cidade de Patos.
Conceição Campelo, presidente da APAE, considerou que conscientização das pessoas deve ser urgente, no sentido de procurar com rapidez uma intervenção de acompanhamento, pois quando as crianças são tratadas desde cedo, têm mais chances de ressocialização.
Não existe tratamento médico específico para o autismo. Os medicamentos são utilizados para tratar as complicações neuropsiquiátricas. O tratamento mais eficaz consiste em reabilitação global, incluindo atuação de diversos profissionais como fonoaudiólogo, psicólogo comportamental, terapeuta ocupacional e o emprego de métodos psicoeducacionais e comportamentais bem como a inclusão em programa pedagógico em escola de educação especial ou regular, de acordo com as perspectivas de cada paciente.
(HB)
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