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A Secretaria Municipal de Saúde de Patos por meio da Gerência de Atenção Básica promoveu na manhã desta quinta-feira, dia 14, mais uma capacitação sobre a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia no país. Desta vez o evento foi voltado para os agentes de endemias, profissionais dos NASF e enfermeiros dos CAPS.



No mês de dezembro de 2015 passaram por esta capacitação enfermeiros das unidades de saúde e agentes comunitários de saúde. De acordo com o gerente de atenção básica do município, Diego Andrade, é preciso manter os profissionais da saúde munidos das informações atuais, seja para a identificação da sintomatologia das doenças transmitidas pelo aedes aegypti, ou de casos de microcefalia no município.



“Em meio ao cenário epidemiológico a nível nacional nós nos vimos na obrigação de mobilizar todos os seguimentos da atenção básica e também da média complexidade. Hoje a gente finaliza essa ação de educação continuada com os profissionais, promovendo essa intersetorialidade de forma articulada para que o trabalho aconteça de forma eficaz,” disse.



A coordenadora de Vigilância Ambiental de Patos, Gorete Batista, destacou a participação massiva dos agentes de endemias na capacitação, tendo em vista o trabalho desempenhado por estes profissionais. “Nós estamos aqui com 100% do efetivo dos agentes de endemias, que se mostraram preocupados em receber estas informações sobre essa relação entre o zika vírus e a microcefalia, até para poder melhor orientar a população de como ter os cuidados para se combater o vetor que hoje é responsável pela transmissão de três perigosas doenças,” comentou.



A capacitação foi ministrada pelo enfermeiro Errimar Segundo, que priorizou o repasse de informações atualizadas com base nos protocolos do Ministério da Saúde. “O que a gente precisa é portar a informação correta para que diagnósticos não sejam dados com base apenas na medida do perímetro cefálico da criança, diversos outros fatores precisam ser levados em consideração. Sabemos que há muito a ser estudado e esclarecido, e o conhecimento a ser passado para o profissional que trabalha diretamente com a população e também é um multiplicador de informações precisam receber dados corretos e fidedignos, e é isso que nos propomos a fazer aqui,” expôs.

 

Sobre o Plano de Contingência para Controle da Dengue

 

Segundo a coordenação de Vigilância Ambiental, o Plano é um instrumento que tem como objetivo atender as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, e deve ser entendido como documento estratégico para a organização da assistência ao paciente com suspeita de dengue, para orientar as ações de controle vetorial, de vigilância epidemiológica, de comunicação e de mobilização social.

 

De acordo com o Plano é preciso reduzir a infestação pelo vetor da dengue, reduzir a incidência de dengue e detectar precocemente os casos de dengue, diminuindo a letalidade das formas graves.

 

Ainda conforme o Plano, também será necessária a integração dos diversos setores da sociedade para que além do combate ao mosquito, seja feita a conscientização e mobilização da comunidade, incluindo escolas, ONG’s, poder público e demais seguimentos.

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