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Maioria das escolas municipais de Patos terá que ser recuperada

Por Coordecom Domingo - 26 de Abril de 2009


Os prejuízos decorrentes das fortes chuvas caídas em Patos na semana passada ainda estão sendo contabilizados pela Prefeitura Municipal. Um dos setores fortemente atingidos foi a Educação, que aos poucos está retornando a sua normalidade. A maioria das unidades de ensino fundamental sofreu avarias e não há sequer previsão de quando elas estarão completamente recuperadas. De acordo com a secretária de Educação, Márcia Mota, em quase todas as escolas as chuvas causaram algum tipo de dano, sendo obrigado a interdição de áreas como salas de aula, corredores, secretarias, cozinhas por apresentarem paredes com rachaduras, cobertura com perigo de desabamento. “Acredito que mais de 90% dos alunos já devem ter retornado as salas de aula, mesmo com a improvisação em algumas dessas unidades”, comentou Márcia. Todos os recursos para a recuperação das escolas terão como origem a Secretaria de Educação, porém a execução dos serviços ficará a cargo da Secretaria de Infra-estrutura. O secretário desta pasta, Marcone Santos, explicou que ainda está na fase de colher informações sobre os prejuízos e que não há prazo para a finalização das obras na rede de ensino. Até porque a cidade sofreu muito com as enchentes e as equipes da Seinfra estão sobrecarregadas, com serviços em diversos bairros. Alguns locais onde antes funcionavam salas de aula, hoje estão servindo de abrigo para famílias desabrigadas, como exemplo o CAIC, que vão deixando os prédios públicos a medida que a Prefeitura vai conseguindo alugar casas para transferi-las. “Três dias após uma das chuvas mais fortes já registradas na história de Patos, começamos a recuperar as escolas, mas a cada dia novos problemas vão aparecendo e no momento já são doze as escolas danificadas pelas chuvas e que precisam de rápida reforma”, explica a secretária de Educação. A chuva a que se refere Márcia Mota foi a do último dia 13, deste mês, quando houve um registro de quase 300 milímetros em cerca de cinco horas de chuvas torrenciais, que derrubou dezenas de casas, muradas de casas e escolas, inundou avenidas, deixando mais de 600 famílias desabrigadas e desalojadas. A ajuda de feiras, medicamentos, colchões já estão chegando dos governos federal e estadual, como também de diversas instituições solidárias aos problemas vividos pelos atingidos pelas enchentes.
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