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Entidades discutem desenvolvimento rural  

Por Coordecom Quarta-Feira - 20 de Outubro de 2010


Aconteceu na manhã desta quarta-feira 20 na Associação Comercial de Patos uma reunião solicitada pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural, da qual participaram representantes da Emater, Secretaria de Agricultura do Estado, conselhos municipais de desenvolvimento rural, Secretaria Municipal de Agricultura e associações rurais. O objetivo do encontro foi discutir políticas agrárias e apresentar ações do Estado para 2011.

Revitalização da cotinocultura; distribuição de sementes; garantia safra; produção leiteira; febre aftosa; desenvolvimento de cadeias produtivas foram alguns assuntos debatidos.  Sobre o desenvolvimento de cadeias produtivas, não houve este ano inscrições de projetos por parte de associações rurais de Patos.

O secretário de Agricultura do município, Sebastião dos Santos, explicou que essa reunião foi importante para que todas as informações em torno dessa questão fossem repassadas às entidades representativas dos agricultores, para que possam elaborar projetos e receber os incentivos financeiros necessários para desenvolver sua localidade. Sobre o plantio insignificante de algodão no município de Patos, disse que faltam incentivos aos agricultores, mas que o governo vem trabalhando e intensificando sua política de revitalização do algodão colorido.

O presidente da Emater na Paraíba, Lino Gonçalves, explicou que estão sendo disseminadas informações sobre programas, campanhas, enfim, tudo que diz respeito à política direcionada ao homem do campo, tornando-o ciente de mecanismos que contribuem para a melhoria de sua vida. Falou da febre aftosa e a importância dos produtores vacinarem seus rebanhos, através das duas campanhas anuais.

Sobre a política de distribuição de sementes enfatizou que em 2011 será diferente de anos anteriores, quando muitas das vezes elas já chegavam com prazo de validade vencida; só era disponibilizada ao agricultor com bastante atraso, sem poder de germinação, sem qualidade; estocada em locais inapropriados. “Agora estamos discutindo com os conselhos rurais para que essas sementes, de primeira qualidade, sejam estocadas nas próprias comunidades, com aval dos técnicos e orientação sobre o melhor período para germinação”, disse Lino.

O presidente da Emater falou sobre o programa do leite, hoje com a distribuição de 120 mil na Paraíba, o qual sofreu o risco de ser cortado por exigência do Ministério Público devido o surgimento de denúncias de fraudes. Houve um recadastramento dos produtores para tirar qualquer dúvida com relação a esse problema, que apontou que alguns grandes produtores, por não cumprirem um dos pré-requisitos de adesão ao programa federal que obedece a linha do Pronaf, que era de repassar no máximo 25 litros de leite, burlava isso fazendo seu produto chegar via outros produtores.

Sobre a revitalização do da cotinocultura, disse que há mais de duas décadas o plantio no estado ultrapassava os 700 mil hectares e que hoje a área não se chega a 30 mil. O parque têxtil da Paraíba precisa, para funcionar suas máquinas, 140 toneladas, enquanto que o estado só não produz mil toneladas, ou seja, quase que toda a matéria prima tem que ser importada de outros estados e outras nações, prejudicando o emprego e renda.

Sobre essa queda brusca produtiva do algodão, o presidente da Emater disse que vários fatores contribuíram para isso, entre as décadas de 70 e 80. Citou o caso da praga do bicudo, mas também a questão cambial, a desvalorização do produto brasileiro em detrimento a de outros países, dentre outros. Para ele é preciso que o setor algodoeiro esteja organizado, recebe os incentivos devidos, assistência técnica para que a produção volte a crescer.

(ME)

 

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